Relações Abusivas

relações abusivas

O tema de hoje é relações abusivas. Só quem teve (ou tem) uma relação abusiva sabe o quão paradoxal é vivê-la. Você não é cega e sabe o tanto que essa relação te faz mal, mas, ao mesmo tempo, ainda não está preparada para abrir mão dela, afinal vai que ele muda. Houve tanta promessa e tanta mudança de alguns dias pra cá, vai que dessa vez dura mais tempo. Além do mais, ele também não é de tudo ruim, faz várias coisas que você gosta e admira, não é mesmo?!

Talvez você comece a se questionar se o comportamento dele é fruto de algo que você faz para que ele fique assim. Quem sabe ceder um pouco mais, quem sabe ser mais compreensiva, será que ele tem razão nas coisas que fala sobre você? Por exemplo, que basta você mudar só essa “coisinha” e aí tudo ficará bem de novo.

Parece uma doce lembrança o começo do relacionamento, porém cada vez mais distante. Talvez você até se sinta um pouco triste ao pensar nisso, mas pode ser que aquele começo de relacionamento nunca volte ou que ainda quando você analisa com cuidado perceba que não era tão bom assim.

Gostaria que você prestasse atenção em algum destes sinais característicos de relações abusivas:

➡️ Seus familiares e amigos, ficam preocupados com o seu relacionamento;
➡️ Você não fala tudo o que acontece porque sabe que alguém irá te alertar sobre essa situação ou, até mesmo, pedir para que você termine essa relação;

➡️ Talvez você tenha medo do relacionamento;
➡️ Talvez você tenha medo de ouvir as críticas de seus familiares e amigos.

Voltando ao assunto desta série, o olhar de amigos e familiares sobre uma relação abusiva é bastante importante. Imagino que se fosse uma relação saudável as pessoas que te amam estariam satisfeitas em te ver bem e feliz, não é mesmo?!

Eu sei que refletir ou até mesmo ler este texto pode te assustar ou te causar dor, mas é um momento em que você pode perceber o quão doentes nós estamos quando nos contentamos com coisas que jamais aceitaríamos. Coisas que se acontecesse com uma amiga querida, você iria fazer de tudo para ajudá-la a sair desta relação. Coisas que talvez nós aceitemos por uma esperança distante de mudança.

Podemos estar tão absorvidas no ciclo de “abusador e vítima” que muitas das vezes nem sabemos ver o mundo e nos comportar diferente, com uma autoestima tão baixa que pode até ter chegado ao ponto de nem se reconhecer mais. Fazendo qualquer coisa desesperadamente para manter essa relação.

Já ouviu falar deste ciclo de “abusador e vítima”? Eu te explico!

Ele funciona assim: um parceiro extremamente abusivo e controlador, querendo saber todos os seus passos e com ciúmes de tudo – e de todos, por exemplo, e você entendendo que ele é a única pessoa que pode te fazer feliz e te salvar, a única pessoa que pode te proporcionar aquilo que você tanto almeja.
Só que há um grande problema nesta história toda. O outro nunca pode nos salvar, porque essa responsabilidade é nossa! Você precisa saber se salvar sozinha!

Muitas das vezes estamos tão frágeis e vulneráveis, que colocamos na mão do outro a responsabilidade de nos fazer feliz. Pode ser que ele “tente” fazer isso através do controle sobre você e da sua vida e você talvez interprete isso como um sinal de amor e cuidado. Eu, particularmente, acho muitooooo difícil sair deste ciclo sozinha, mas é possível. Só não espere isso ficar tão insuportável que te sugue todas as suas forças.

Eu não gosto de soluções mágicas para problemas complexos, mas se você me pedisse para apontar um caminho para sair dessa situação eu indicaria que você buscasse ajuda (comigo, é claro hahaha) e começasse imediatamente a trabalhar a sua autoestima, para que nunca mais aceite menos do que você merece.

Acho fundamental o atendimento psicológico nestes casos, porque geralmente estes são comportamentos que têm a tendência a ser repetitivos. E através do processo terapêutico você poderá identificar melhor comportamentos abusivos, manipulações e como melhorar sua autoestima para não se atrair a estes tipos de relacionamentos abusivos.

Se quiser saber mais entre em contato comigo, para fazer um workshop exclusivo sobre este assunto. (com material de apoio e tira-dúvidas comigo!). Compartilhe este post com quem você ama e passa por situação semelhante. Você pode ser um elo importante entre o problema e a solução.

Para saber mais sobre atendimentos e mentorias
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Jessica Fayer - Psicóloga Online

Jessica Fayer

Psicóloga, Mestre em Saúde pela Faculdade de Medicina (UFJF) e Especialista em Saúde Mental, Políticas Públicas e Gestão Governamentala

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